sexta-feira, 14 de outubro de 2011


Em mundo que vive sem amor, sou uma livre canção. E a imensidão se abre ao meu redor, que até passa do limite do coração, da mente, do corpo... Então nasce o sentimento, na metade do choro e se eleva altíssimo e vai voando sobre o gesto das pessoas a todo mais nobre indiferente. Sou a vida escrita nas paredes, fotografias e imagens de um infinito filme. Sou culpado em ser inocente, teimoso e incon...sciente. Trovões de tempestades, o sol que voltará e bandeiras de felicidade. Sou soldado de um amor que dispara à guerra. Sou hoje as páginas, onde escrevo as fábulas, o sal entre as lágrimas, o oposto a um herói. Sou a mensagem dentro de uma garrafa no mar viajando sobre as estrelas é a história que poderá encher os livros de verdade. Sou uma alma boa que conversa com a má sob a pele pelas ruas de alguma cidade nas noites fantásticas. Sou a fronteira de um sonho em outro inverno que todo o ódio e a neve fundirá e o mar recobrirá. Tenho a vida que não acabará.
E por mais que caminhos contrários queiram me seduzir, eu continuarei sendo esse guerreiro sem guerra, que luta pelo lugar ao sol, seja ele onde for; ou o que for!
Não temo represálias, pois sei que meu maior inimigo é interno e combate-lo também depende só de mim;
Em noites frescas como essa, após a chuva ficar e resolver cessar, os pensamentos são invadidos por uma força leve, que emerge da suferfície de algum lugar comum; e são esses pensamentos que direcionam e estabelecem a sutil fronteira entre o que é o que que já foi.
Pra mim, continua sendo normal caminhar nessa linha tênue que pode, realmente, não me levar a nada, mas jamais serei aquele mesmo, de ontem, jamais.
Continuo abrindo portas, para que nessa megalopole de sensações e gestos possam invadir, sempre, o mais oculto que há em mim!

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