segunda-feira, 24 de outubro de 2011


Resolvi abrir todas as janelas, trocar o ar viciado que há dias havia se estabelecido.
Mesmo sentindo que o ar não entrava suficientemente, eu resolvi mante-las abertas, mesmo porque a claridade e a brisa me acalmam.
As portas, cerradas com cadeados, trancas, tramelas e fechaduras foram sendo destrancadas, uma a uma, até que eu pudesse enxergar o lado de fora e ver a vida que pulsava além dos batentes marrom-escuro.
Senti que esse era o caminho e continuei a buscar brechas e frestas para deixar a luz entrar e o oxigênio invadir, permanecer, esterelizar cada canto desse emaranhado nublado que eu permiti, outrora, se alojar.
E como uma doce poetisa, me disse sabiamente hoje pela manhã:" as mudanças só tem príncipios" ,vejo que a minha largada já foi dada!

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